Hilel e Shamaiforam discipulos dos precedentes.Hilel dizia: procurai ser como os discipulos de Aarão,amai a paz,procurai a paz,amai as pessoas e aproximais da Torá Divina.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Porção Semanal: Devarim
Bereshit 47:28 - 49:26
Esta semana começamos o quinto e último livro da Torá, Devarim (Deuteronômio), conhecido na literatura rabínica como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi falado por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel. Nele, Moshê explica e comenta muitas das mitsvot outorgadas previamente e outras que aqui aparecem pela primeira vez. Ele também os adverte continuamente a permanecer diligentes e fiéis às leis e ensinamentos de D’us.
A Parashat Devarim (Devarim 1:1-3:22) começa com a velada censura de Moshê, na qual faz referência aos numerosos pecados e rebeliões dos quarenta anos anteriores. Prossegue então relatando vários dos incidentes mais significativos que ocorreram com o povo judeu no deserto, lançando uma luz sobre as narrativas prévias da Torá.
Moshê fala da malograda missão dos espiões: dez dos doze homens enviados para vigiar a terra tinham voltado com um relatório negativo, e devido à falta de fé do povo, D’us condenou toda a nação a vagar por quarenta anos no deserto, tempo durante o qual a geração do êxodo morreu. Moshê então avança para discutir a conquista dos Filhos de Israel da margem leste do Rio Jordão. A Porção da Torá conclui com palavras de encorajamento para o sucessor de Moshê, Yehoshua.
( Mensagem da Parashá )
Repita o que eu disser
por Benyamin Cohen
O Livro de Devarim contém as palavras de Moshê aos Filhos de Israel; é basicamente um sumário dos primeiros quatro livros da Torá. De fato, a palavra "Deuteronômio", tirada da palavra grega Deutronomion, na verdade significa "Segunda Lei", basicamente uma repetição da Torá. Isso nos faz pensar. Por quê? Por que razão D’us incluiu na Torá todo um quinto livro que consistia basicamente de uma revisão? Os primeiro quatro livros não foram suficientes?
Compreensivelmente, podemos extrair um lição significativa da inclusão deste quinto livro, aparentemente supérfluo. Talvez a seguinte intrigante declaração, conforme relatada no Talmud, possa lançar um pouco de luz na situação. O Talmud enfatiza que quando uma pessoa está revisando algo, deveria fazê-lo por 101 vezes. Qual a diferença entre 100 e 101 vezes?
Os comentaristas do Talmud explicam que, sob uma observação psicológica, a pessoa revisará um conceito 100 vezes simplesmente para alcançar um objetivo elevado. A verdadeira revisão é superada pela conquista manifesta da pessoa. Em termos bem simples, 100 é um belo número redondo. Revisar 101 vezes demonstra a suprema natureza do caráter da pessoa envolvida. Ao revisar 100 vezes, dirá talvez: "Completei minha missão. Posso sair e me divertir agora." Revisar 101 vezes, no entanto, diz que você está acima e além do chamado do dever.
Quantas vezes ao final de uma palestra declaramos: "Puxa, isso foi incrível. Pretendo aproveitar estas lições em minha vida cotidiana." Quantas vezes aprendemos algo em uma aula que realmente nos inspira? Quantas vezes lemos um artigo sobre as lições da Torá pensando como ele é esclarecedor? Porém, apenas um dia depois, as lições e inspirações simplesmente desaparecem. Voltar aos nossos empregos e rotinas diárias simplesmente apaga aquilo que aprendemos apenas um dia antes.
Se pudéssemos separar o curto tempo necessário para revisar, imagine como seria mais duradouro o impacto que teriam estas lições. Ao implementar até mesmo o mais brando regime de revisão, podemos usar as lições que aprendemos na aula ou lemos em um livro para elevar-nos a níveis mais altos na compreensão e prática da Torá, sem ao menos percebermos isso. Pense nos resultados! Serão literalmente espantosos.
Se está pensando em revisão, leia este artigo uma vez mais.
Moshê reúne a nação
Benê Yisrael atingiram o final de seus quarenta anos no deserto. Todos os homens da geração de Moshê haviam morrido, e seus filhos agora eram adultos. Acamparam nas planícies de Moav. Esta era a última parada antes de Êrets Yisrael.
Aharon e Miriam não eram mais vivos. Apenas Moshê sobrevivera: tinha 120 anos de idade. Mas parecia um homem jovem! Suas faces não eram encovadas, e não era enrugado. Seu rosto brilhava com os raios da Shechiná. Era forte e caminhava com os passos largos de um homem jovem.
Porém, Moshê estava ciente de que não cruzaria o Rio Jordão e não entraria em Êrets Yisrael. "Preciso falar com Benê Yisrael pela última vez," pensou ele. "Repetirei a eles a Torá e as mitsvot, para me certificar de que as aprenderam bem. Também os ensinarei novas mitsvot que ainda não aprenderam."
"Primeiro discutirei os pecados que seus pais cometeram no deserto. Isto os ajudará a fazer teshuvá e evitar transgressões similares. Sabendo que logo morrerei, certamente eles me darão ouvidos."
A primeiro de Shevat, em 2.488 (trinta e seis dias antes de sua morte), Moshê anunciou: "Todo o Povo de Israel deve se reunir e escutar minhas palavras!"
Por que Moshê desejava que cada judeu ouvisse seu discurso? Ele pensou: "Se alguém estiver ausente agora e mais tarde ouvir minhas palavras repetidas através de outros, poderá discordar de algumas partes. Isso de forma alguma deve acontecer! Deixe que todos estejam presentes agora e ouçam o que tenho a dizer. Se alguém achar que estou errado, poderá falar agora e esclarecerei minhas palavras!"
É difícil imaginar isto, mas o último discurso de Moshê durou trinta e seis dias! A cada dia, Benê Yisrael se reunia e escutava as palavras de Moshê e seus ensinamentos. Todo o Livro de Devarim é o discurso de Moshê!
Moshê começa a falar
A voz de Moshê não era alta o suficiente para atingir 600.000 pessoas, mas ocorreu um milagre, e ele pôde ser ouvido por todos os judeus presentes.
Moshê Rabênu começou: "Falarei a vocês sobre seus pecados no deserto. Devem entender que a única razão pela qual lembro estes episódios é porque eu os amo. Quero ajudá-los a refinar-se e a fazer teshuvá."
"Um mês depois de começarmos a viajar no deserto, a massa que trouxemos do Egito acabou. Vocês se queixaram: ‘No Egito sempre tínhamos bastante para comer. Morreremos todos de fome! Queremos pão e carne!’
"Embora reclamassem ao invés de confiar em D’us, Ele foi misericordioso. Fez cair o maná do céu e também forneceu carne fazendo cair pássaros. D’us fez o maná cair diariamente por quarenta anos."
O povo ouviu estas palavras. Pensaram: "Como Moshê tem razão! Não confiamos em D’us. Em vez de reclamar, deveríamos ter tido fé. No futuro não mais reclamaremos, mesmo se as coisas ficarem difíceis."
Moshê esperou. Alguém iria discutir? Alguém o contradiria? Mas todo o Povo de Israel permaneceu em silêncio. Concordaram com Moshê e fizeram teshuvá.
Isto é verdadeiramente espantoso. Se nós tivéssemos estado lá, certamente teríamos feito uma objeção: "Moshê, não reclamamos pela falta de comida. Nossos pais o fizeram!"
O pecado mencionado por Moshê havia acontecido quarenta anos antes, no início da caminhada pelo deserto. Naquela época, a geração que agora escutava Moshê ainda não havia nascido ou então eram criancinhas.
Mesmo assim, ninguém falou: "Não somos culpados!" Isto demonstra que a nova geração era de verdadeiros tsadikim. Grandes tsadikim aceitam a responsabilidade até pelos erros de seus pais, como se fossem os seus próprios. O povo estava envergonhado e fez teshuvá pelas falhas dos pais.
Moshê continuou: "Lembram-se do que aconteceu nas planícies de Moav?"
Benê Yisrael curvou a cabeça, sentindo vergonha. Lembraram-se do pecado em Chitim, nas planícies de Moav, apenas uns poucos meses antes. Na maioria, apenas os membros da tribo Shimon havia pecado com as filhas de Moav. Haviam também servido ao ídolo Ba’al Peor. Os pecadores foram condenados por Moshê, e uma praga havia irrompido. Esta cessou apenas após Pinechás matar Zimri e rezar a D’us.Os ouvintes fizeram teshuvá por isto, também, embora não tivessem participado, e os verdadeiros culpados já tivessem morrido.
Novamente, foi ouvida a voz de Moshê:
"Como vocês se comportaram nas praias do Mar Vermelho, quando viram o exército do Faraó se aproximando de nós? Entraram em pânico! Alguns de vocês gritaram de medo: ‘Se ao menos tivéssemos morrido no Egito, ao invés de sermos mortos aqui pelo exército do Faraó!’
"Mesmo depois que D’us afogou o exército do Faraó, vocês não confiaram n’Ele. Pensaram que os egípcios tinham escapado do Mar Vermelho assim como vocês! Para provar que estavam errados, D’us ordenou que o mar jogasse os corpos dos egípcios nas praias. Apenas então acreditaram no milagre."
Novamente, Benê Yisrael concorda com Moshê e aceita os erros dos pais como se fossem seus.
Moshê continuou. "E recentemente – após a morte de Aharon – vocês reclamaram sobre o maná! D’us disse-lhes que deveriam se aprofundar no deserto, à terra de Edom. Vocês objetaram: ‘De volta ao deserto outra vez? Estamos fartos de sempre comer maná.’"
Uma vez mais, os ouvintes aceitaram as duras palavras de Moshê. Esta era de fato uma geração notável! Ninguém gritou: "Pessoalmente, não tenho culpa!"
Moshê ainda não terminara com a lista dos erros: "Todos se lembram do que aconteceu no deserto de Paran! Vocês enviaram espiões! Mais tarde, quando se aproximaram de Chatserot, Côrach se rebelou!"
Finalmente, Moshê falou sobre o pecado mais grave de todos: o bezerro de ouro.
"Vocês estavam ricos com ouro quando saíram do Egito!" Moshê disse: "Porém, usaram-no para fazer um bezerro de ouro. Ao invés de terem sido destruídos, D’us ordenou que construíssem um Mishcan e perdoou-os pelo mérito do Mishcan."
Novamente, Benê Yisrael aceita a admoestação de Moshê. Fizeram teshuvá pelo pecado do bezerro de ouro.
O quê a Torá nos diz sobre estas falhas
Se você abrir o Livro da Torá nesta parashá e tentar encontrar o discurso de Moshê, ficará surpreso. Não está lá!
Tudo que se pode encontrar na Torá são estas poucas palavras: "Moshê falou a Benê Yisrael sobre o que aconteceu nas planícies de Moav, no Mar Vermelho, no deserto"... E assim por diante. A Torá apenas menciona o nome de cada local onde um pecado aconteceu. Por que não há mais detalhes?
D’us queria poupar o povo judeu da vergonha de ter um grande número de falhas enumeradas no início de um novo Livro da Torá. Por consideração para com os judeus, a Torá Escrita apenas dá indícios do discurso de Moshê (Shabat Shalom )
Bereshit 47:28 - 49:26
Esta semana começamos o quinto e último livro da Torá, Devarim (Deuteronômio), conhecido na literatura rabínica como Mishnê Torá, a revisão da Torá. Seu conteúdo foi falado por Moshê ao povo judeu durante as cinco semanas finais de sua vida, enquanto o povo se preparava para entrar na Terra de Israel. Nele, Moshê explica e comenta muitas das mitsvot outorgadas previamente e outras que aqui aparecem pela primeira vez. Ele também os adverte continuamente a permanecer diligentes e fiéis às leis e ensinamentos de D’us.
A Parashat Devarim (Devarim 1:1-3:22) começa com a velada censura de Moshê, na qual faz referência aos numerosos pecados e rebeliões dos quarenta anos anteriores. Prossegue então relatando vários dos incidentes mais significativos que ocorreram com o povo judeu no deserto, lançando uma luz sobre as narrativas prévias da Torá.
Moshê fala da malograda missão dos espiões: dez dos doze homens enviados para vigiar a terra tinham voltado com um relatório negativo, e devido à falta de fé do povo, D’us condenou toda a nação a vagar por quarenta anos no deserto, tempo durante o qual a geração do êxodo morreu. Moshê então avança para discutir a conquista dos Filhos de Israel da margem leste do Rio Jordão. A Porção da Torá conclui com palavras de encorajamento para o sucessor de Moshê, Yehoshua.
( Mensagem da Parashá )
Repita o que eu disser
por Benyamin Cohen
O Livro de Devarim contém as palavras de Moshê aos Filhos de Israel; é basicamente um sumário dos primeiros quatro livros da Torá. De fato, a palavra "Deuteronômio", tirada da palavra grega Deutronomion, na verdade significa "Segunda Lei", basicamente uma repetição da Torá. Isso nos faz pensar. Por quê? Por que razão D’us incluiu na Torá todo um quinto livro que consistia basicamente de uma revisão? Os primeiro quatro livros não foram suficientes?
Compreensivelmente, podemos extrair um lição significativa da inclusão deste quinto livro, aparentemente supérfluo. Talvez a seguinte intrigante declaração, conforme relatada no Talmud, possa lançar um pouco de luz na situação. O Talmud enfatiza que quando uma pessoa está revisando algo, deveria fazê-lo por 101 vezes. Qual a diferença entre 100 e 101 vezes?
Os comentaristas do Talmud explicam que, sob uma observação psicológica, a pessoa revisará um conceito 100 vezes simplesmente para alcançar um objetivo elevado. A verdadeira revisão é superada pela conquista manifesta da pessoa. Em termos bem simples, 100 é um belo número redondo. Revisar 101 vezes demonstra a suprema natureza do caráter da pessoa envolvida. Ao revisar 100 vezes, dirá talvez: "Completei minha missão. Posso sair e me divertir agora." Revisar 101 vezes, no entanto, diz que você está acima e além do chamado do dever.
Quantas vezes ao final de uma palestra declaramos: "Puxa, isso foi incrível. Pretendo aproveitar estas lições em minha vida cotidiana." Quantas vezes aprendemos algo em uma aula que realmente nos inspira? Quantas vezes lemos um artigo sobre as lições da Torá pensando como ele é esclarecedor? Porém, apenas um dia depois, as lições e inspirações simplesmente desaparecem. Voltar aos nossos empregos e rotinas diárias simplesmente apaga aquilo que aprendemos apenas um dia antes.
Se pudéssemos separar o curto tempo necessário para revisar, imagine como seria mais duradouro o impacto que teriam estas lições. Ao implementar até mesmo o mais brando regime de revisão, podemos usar as lições que aprendemos na aula ou lemos em um livro para elevar-nos a níveis mais altos na compreensão e prática da Torá, sem ao menos percebermos isso. Pense nos resultados! Serão literalmente espantosos.
Se está pensando em revisão, leia este artigo uma vez mais.
Moshê reúne a nação
Benê Yisrael atingiram o final de seus quarenta anos no deserto. Todos os homens da geração de Moshê haviam morrido, e seus filhos agora eram adultos. Acamparam nas planícies de Moav. Esta era a última parada antes de Êrets Yisrael.
Aharon e Miriam não eram mais vivos. Apenas Moshê sobrevivera: tinha 120 anos de idade. Mas parecia um homem jovem! Suas faces não eram encovadas, e não era enrugado. Seu rosto brilhava com os raios da Shechiná. Era forte e caminhava com os passos largos de um homem jovem.
Porém, Moshê estava ciente de que não cruzaria o Rio Jordão e não entraria em Êrets Yisrael. "Preciso falar com Benê Yisrael pela última vez," pensou ele. "Repetirei a eles a Torá e as mitsvot, para me certificar de que as aprenderam bem. Também os ensinarei novas mitsvot que ainda não aprenderam."
"Primeiro discutirei os pecados que seus pais cometeram no deserto. Isto os ajudará a fazer teshuvá e evitar transgressões similares. Sabendo que logo morrerei, certamente eles me darão ouvidos."
A primeiro de Shevat, em 2.488 (trinta e seis dias antes de sua morte), Moshê anunciou: "Todo o Povo de Israel deve se reunir e escutar minhas palavras!"
Por que Moshê desejava que cada judeu ouvisse seu discurso? Ele pensou: "Se alguém estiver ausente agora e mais tarde ouvir minhas palavras repetidas através de outros, poderá discordar de algumas partes. Isso de forma alguma deve acontecer! Deixe que todos estejam presentes agora e ouçam o que tenho a dizer. Se alguém achar que estou errado, poderá falar agora e esclarecerei minhas palavras!"
É difícil imaginar isto, mas o último discurso de Moshê durou trinta e seis dias! A cada dia, Benê Yisrael se reunia e escutava as palavras de Moshê e seus ensinamentos. Todo o Livro de Devarim é o discurso de Moshê!
Moshê começa a falar
A voz de Moshê não era alta o suficiente para atingir 600.000 pessoas, mas ocorreu um milagre, e ele pôde ser ouvido por todos os judeus presentes.
Moshê Rabênu começou: "Falarei a vocês sobre seus pecados no deserto. Devem entender que a única razão pela qual lembro estes episódios é porque eu os amo. Quero ajudá-los a refinar-se e a fazer teshuvá."
"Um mês depois de começarmos a viajar no deserto, a massa que trouxemos do Egito acabou. Vocês se queixaram: ‘No Egito sempre tínhamos bastante para comer. Morreremos todos de fome! Queremos pão e carne!’
"Embora reclamassem ao invés de confiar em D’us, Ele foi misericordioso. Fez cair o maná do céu e também forneceu carne fazendo cair pássaros. D’us fez o maná cair diariamente por quarenta anos."
O povo ouviu estas palavras. Pensaram: "Como Moshê tem razão! Não confiamos em D’us. Em vez de reclamar, deveríamos ter tido fé. No futuro não mais reclamaremos, mesmo se as coisas ficarem difíceis."
Moshê esperou. Alguém iria discutir? Alguém o contradiria? Mas todo o Povo de Israel permaneceu em silêncio. Concordaram com Moshê e fizeram teshuvá.
Isto é verdadeiramente espantoso. Se nós tivéssemos estado lá, certamente teríamos feito uma objeção: "Moshê, não reclamamos pela falta de comida. Nossos pais o fizeram!"
O pecado mencionado por Moshê havia acontecido quarenta anos antes, no início da caminhada pelo deserto. Naquela época, a geração que agora escutava Moshê ainda não havia nascido ou então eram criancinhas.
Mesmo assim, ninguém falou: "Não somos culpados!" Isto demonstra que a nova geração era de verdadeiros tsadikim. Grandes tsadikim aceitam a responsabilidade até pelos erros de seus pais, como se fossem os seus próprios. O povo estava envergonhado e fez teshuvá pelas falhas dos pais.
Moshê continuou: "Lembram-se do que aconteceu nas planícies de Moav?"
Benê Yisrael curvou a cabeça, sentindo vergonha. Lembraram-se do pecado em Chitim, nas planícies de Moav, apenas uns poucos meses antes. Na maioria, apenas os membros da tribo Shimon havia pecado com as filhas de Moav. Haviam também servido ao ídolo Ba’al Peor. Os pecadores foram condenados por Moshê, e uma praga havia irrompido. Esta cessou apenas após Pinechás matar Zimri e rezar a D’us.Os ouvintes fizeram teshuvá por isto, também, embora não tivessem participado, e os verdadeiros culpados já tivessem morrido.
Novamente, foi ouvida a voz de Moshê:
"Como vocês se comportaram nas praias do Mar Vermelho, quando viram o exército do Faraó se aproximando de nós? Entraram em pânico! Alguns de vocês gritaram de medo: ‘Se ao menos tivéssemos morrido no Egito, ao invés de sermos mortos aqui pelo exército do Faraó!’
"Mesmo depois que D’us afogou o exército do Faraó, vocês não confiaram n’Ele. Pensaram que os egípcios tinham escapado do Mar Vermelho assim como vocês! Para provar que estavam errados, D’us ordenou que o mar jogasse os corpos dos egípcios nas praias. Apenas então acreditaram no milagre."
Novamente, Benê Yisrael concorda com Moshê e aceita os erros dos pais como se fossem seus.
Moshê continuou. "E recentemente – após a morte de Aharon – vocês reclamaram sobre o maná! D’us disse-lhes que deveriam se aprofundar no deserto, à terra de Edom. Vocês objetaram: ‘De volta ao deserto outra vez? Estamos fartos de sempre comer maná.’"
Uma vez mais, os ouvintes aceitaram as duras palavras de Moshê. Esta era de fato uma geração notável! Ninguém gritou: "Pessoalmente, não tenho culpa!"
Moshê ainda não terminara com a lista dos erros: "Todos se lembram do que aconteceu no deserto de Paran! Vocês enviaram espiões! Mais tarde, quando se aproximaram de Chatserot, Côrach se rebelou!"
Finalmente, Moshê falou sobre o pecado mais grave de todos: o bezerro de ouro.
"Vocês estavam ricos com ouro quando saíram do Egito!" Moshê disse: "Porém, usaram-no para fazer um bezerro de ouro. Ao invés de terem sido destruídos, D’us ordenou que construíssem um Mishcan e perdoou-os pelo mérito do Mishcan."
Novamente, Benê Yisrael aceita a admoestação de Moshê. Fizeram teshuvá pelo pecado do bezerro de ouro.
O quê a Torá nos diz sobre estas falhas
Se você abrir o Livro da Torá nesta parashá e tentar encontrar o discurso de Moshê, ficará surpreso. Não está lá!
Tudo que se pode encontrar na Torá são estas poucas palavras: "Moshê falou a Benê Yisrael sobre o que aconteceu nas planícies de Moav, no Mar Vermelho, no deserto"... E assim por diante. A Torá apenas menciona o nome de cada local onde um pecado aconteceu. Por que não há mais detalhes?
D’us queria poupar o povo judeu da vergonha de ter um grande número de falhas enumeradas no início de um novo Livro da Torá. Por consideração para com os judeus, a Torá Escrita apenas dá indícios do discurso de Moshê (Shabat Shalom )
Assinar:
Postagens (Atom)

